Revitalização das indústrias tradicionais no Brasil

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O surgimento das indústrias ocorreu de forma distinta no tempo e no espaço. O processo de industrialização não ocorreu ao mesmo período e com a mesma intensidade em todos os países. As ideias que envolveram o processo também foram diferentes.

 

Mas é fato que as indústrias surgem atreladas a um processo amplo de desenvolvimento das cidades e da prestação de serviços com implicâncias comerciais e financeiras.

 

Todo esse desenvolvimento está baseado em um mercado interno e na existência de um capital acumulado e disponível para investimento.

 

Por se tratar de um processo, a criação e implantação das indústrias trilham por momentos áureos e, por vezes, por situações de recessão, o que implica em um maior ou menor desenvolvimento ao longo do tempo.

 

Neste artigo, tratarei da revitalização das indústrias tradicionais no Brasil. Porém, para uma completa compreensão é necessário abordar alguns tópicos essenciais.

 

 

O QUE SE ENTENDE POR INDÚSTRIA?

 

Wilbert Moore, um estudioso da questão industrial definiu indústria como algo referente à “transformação de matérias-primas em componentes intermediários ou produtos acabados por meios fundamentalmente mecânicos dependentes de fontes inanimadas de energia”.

 

De fato, esse é o entendimento que se tem em relação à indústria. Esta é parte da economia de um país e suas atividades são voltadas para a transformação de diversas matérias prima em produtos.

 

É comum existir uma relação entre a criação e a utilização de técnicas com a cadeia produtiva. Sobre essa relação geralmente chamamos de métodos produtivos que são compartilhados entre um grupo de empresas.

 

A transformação da matéria-prima no processo industrial envolve desde o artesanato, ao trabalho das indústrias tradicionais e de outras que empregam alta capacidade de tecnologia.

 

Ao citar pelo menos dois tipos de indústrias – as tradicionais e as tecnológicas – estamos diante de umas das principais características que merecem alguns destaques.

 

As indústrias tradicionais empregam em sua cadeia produtiva os aparatos tecnológicos. Porém, estes são rudimentares e não automatizam a produção, carecendo assim de um trabalho braçal intensivo.

 

Já as indústrias tecnológicas, possuem sofisticação em sua produção e visam padronização na cadeia produtiva para obter um desenvolvimento escalonável e multiplicável, a conhecida produção em massa.

 

Todos os países necessitam do trabalho das indústrias tradicionais e das tecnológicas para o seu desenvolvimento econômico. No Brasil, a ideia não é diferente e o processo industrial abrange os dois tipos de indústrias.

 

Na sequência passo a comentar sobre esse processo.

 

A INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL

 

Para existir um ambiente propício ao surgimento das indústrias é necessário que as cidades atinjam  um grau mínimo de desenvolvimento e de prestação de serviço com capital disponível para investimento.

 

Essas condições passaram a ser visíveis no Brasil do século XIX. Porém, os altos e baixos da economia e dos acontecimentos geográficos conduziram a industrialização brasileira a momentos áureos e a outros de estagnação.

 

Dessa forma, destaco:

 

– Século XIX: implantação das primeiras indústrias no Brasil;

– Período da Segunda Guerra Mundial: intensificação do processo de industrialização;

– Período de 1956 a 1970: auge da industrialização.

 

Após a crise mundial de 1929, a industrialização no Brasil recebeu um alento, tendo iniciado um processo de substituição de importação alguns produtos anteriormente importados, a exemplo dos bens de consumo não-duráveis. Essa substituição aconteceu ao momento em que o Brasil passou a produzir esses bens.

 

Destaco que foi a partir do pós-guerra que a instrumentalização brasileira acelerou no crescimento quando passou a produzir os bens de consumo duráveis e os e capital.

 

Foi, portanto, no século XIX, antes da Segunda Guerra Mundial que as indústrias tradicionais ganharam destaque na produção nacional. Destaca-se os anos anteriores a 1950 como os mais importantes, uma vez que os ramos têxteis e de alimentos representaram 40% da produção industrial brasileira.

 

Entre 1956 a 1961, o plano de desenvolvimento proposto por Juscelino Kubitschek orientou a criação de metas para implantação de indústrias dinâmicas e tecnológicas nos ramos naval, elétrico, químico, automobilístico, entre outros.

 

Os anos seguintes foram marcados pelo esquecimento gradual das indústrias tradicionais e a evolução no setor industrial de ponta, levando ao amadurecimento da indústria brasileira.

 

Destaco que o processo não ocorreu numa constante linear de desenvolvimento e evolução. Ao longo da história as reviravoltas geográficas ocasionaram perdas e ganhos respectivos.

AS INDÚSTRIAS TRADICIONAIS

 

As indústrias tradicionais tiveram papel importante no processo de industrialização brasileira. Seu pouco investimento tecnológico influenciou num aparente esquecimento. Porém, não deixaram de existir.

 

O que define ao tempo em que diferencia as indústrias tradicionais dos demais tipos, é que em sua constituição existe:

 

– o emprego intenso de mão de obra humana;

– pouco uso de aparatos tecnológicos;

– pequena aplicação de capital;

– baixo desenvolvimento.

 

As indústrias que se situam nessa condição são as que atuam nos seguintes ramos:

 

– exploração e beneficiamento da madeira;

– beneficiamento do couro e peles;

– têxtil;

– produção de alimentos;

– produção de bebidas;

– fumo;

– editorial e gráfico, entre outras.

 

A REVITALIZAÇÃO DAS INDÚSTRIAS TRADICIONAIS NO BRASIL

 

A partir do século XX, as atividades tradicionais industriais que estavam atreladas especialmente à cultura do povo brasileiro passaram a compor as técnicas produtivas modernas.

 

 

Motivada pela nova economia criativa, percebemos uma revitalização das indústrias tradicionais no Brasil. Essa revitalização veio acompanhada de mudanças significativas na produção e diversificação dos produtos com incremento da tecnologia.

 

Sobre a economia criativa, vale destacar que se baseia no conhecimento, na arte e na cultura que implicam modificações nas indústrias tradicionais da manufatura, dos serviços e também do entretenimento.

 

A revitalização ocorre em consonância com processos de reestruturação das cidades e prestação de serviços baseada em novas demandas da sociedade, que por sua vez procuram adequar-se às modificações tecnológicas.

 

Um exemplo aplicado é o que ocorre na produção de alimentos, em específico naa panificação. Até pouco tempo um padeiro necessitava apenas de habilidades manuais e conhecimentos de receitas. Atualmente as exigências vão além.

 

Para o trabalho são necessários as boas práticas de higienização e a segurança do trabalho além do domínio na operação de aparelhos digitais programáveis. Já se fala numa ‘tecnologia da panificação’ com utilização de equipamentos de segurança, de controle de temperatura, de peso, como as balanças de precisão, de regulação de horários, etc.

 

Transformações como essas têm proporcionado a revitalização das indústrias tradicionais no Brasil. Trata-se de uma atualização que quem não acompanhar sofrerá restrições no mercado.

 

A revitalização das indústrias tradicionais se dá pela utilização de novas máquinas ao tempo que aumenta a produtividade e a competitividade e as coloca num cenário de igualdade às indústrias de tecnologia.

 

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